IMPROBIDADE: Advogado de escritório contratado pela Prefeitura de Prado por R$93 mil acompanhou depoimento de Deik, fiscal acusado de cobrança de propina

Márcio Hack
DRT 4978-BA

Uso da máquina pública para fins particulares é uma prática muito comum em Prefeituras, mas também uma das mais punidas pela justiça em ações de improbidade administrativa.

Em Prado, usar de bens públicos e contratos para manter-se no poder é algo que tem demonstrado não ter limites. Seja ganhando eleições através da doação de terrenos, seja através de contratos para blindar operadores.


A última polêmica envolvendo contratos celebrados pela prefeita Mayra Brito envolve a contratação do escritório de advocacia Harrison Leite, de Itabuna. Mayra contratou o escritório por R$93.500,00 (noventa e três mil e quinhentos reais) para, segundo publicação em Diário Oficial, “auxiliar as atividades e ações da Secretaria de Finanças”. No entanto, o único registro que se tem até o momento é que um dos advogados da Harrison Leite esteve acompanhando – acreditem - o depoimento do fiscal Jesseir Costa Almeida, o Deik, afastado judicialmente das funções pela prática de cobrança de propina.

O advogado Jefferson Domingues, da Harrison Associados, acompanhou o fiscal no Ministério Público e assinou o depoimento como advogado da parte.


O fato expõe o uso irregular do contrato da Prefeitura com o escritório - pago com dinheiro público - para defesa de broncas particulares de Deik.

O ato é uma clara prática de improbidade administrativa e deve gerar mais uma bronca contra a prefeita Mayra Brito que, em recente depoimento do mesmo servidor, foi delatada por doar terreno em ano eleitoral.

Praticamente morando no estado do Espírito Santo, a prefeita parece demonstrar não querer mais sofrer desgastes à frente da Prefeitura de Prado por conta de desejos do pai, o ex-prefeito Wilsinho Brito. Sofrendo uma suposta crise matrimonial, Mayra teria dito a uma amiga próxima que iria cuidar do casamento.